Curiosamente, a piscina natural possui uma manutenção significativamente mais barata do que a piscina tradicional. Sua principal desvantagem está no fato de exigir maior consciência quanto à higiene e à postura dos banhistas, já que o equilíbrio do sistema depende diretamente do comportamento humano.
Quem tem piscina em casa sabe: um grupo de visitas permanecendo por cerca de quatro horas é plenamente capaz de alterar a cor da água, devido à quantidade de urina e resíduos orgânicos liberados. Duvida? Eu, sinceramente, não pagaria para ver.
Em uma piscina tradicional, esse problema é resolvido com aplicação intensa de cloro, e a coloração costuma se normalizar após alguns dias, desde que o uso não tenha sido excessivo. Em casos de grande volume de pessoas, muitas vezes é necessária a troca parcial ou até total da água, o que eleva consideravelmente os custos.
Já o sistema de piscina natural permite algo único: banhar-se em um ecossistema vivo, inclusive com peixes. Além disso, ela é muito mais decorativa e esteticamente integrada ao ambiente, deixando de ser apenas um símbolo de ostentação — como frequentemente ocorre com piscinas tradicionais — para se tornar um verdadeiro elemento paisagístico e funcional.
Etapas para a criação de uma piscina natural
Primeira etapa – Planejamento
Definição de dimensões, localização, insolação, integração com o terreno e uso pretendido.
Segunda etapa – Estrutura da piscina
Construção em alvenaria, concreto armado, fibra ou vinil, respeitando a divisão entre área de banho e área biológica.
Terceira etapa – Sistema hidráulico
Dimensionamento correto das tubulações, entradas e retornos para garantir circulação contínua da água.
Quarta etapa – Filtro mecânico
Responsável pela remoção de sólidos em suspensão, folhas, partículas e resíduos maiores.
Quinta etapa – Biofiltro
Coração do sistema: promove a ação de bactérias benéficas que convertem compostos tóxicos em substâncias menos nocivas.
Sexta etapa – Oxigenação
Essencial para a saúde da água, das bactérias e dos peixes, garantindo equilíbrio biológico.
Sétima etapa – Zona de regeneração
Área com plantas aquáticas que auxiliam na filtragem natural, absorvem nutrientes em excesso e mantêm a água saudável e cristalina.
Oitava etapa – Bomba de recirculação
Mantém a água em movimento contínuo entre as zonas do sistema, assegurando eficiência da filtragem.
Nona etapa – Monitoramento
Embora demande menos mão de obra e custos, a piscina natural não dispensa acompanhamento regular. É necessário observar parâmetros da água e realizar ajustes pontuais.
Em uma piscina de 4 x 8 metros, a economia mensal pode variar entre R$ 600 e R$ 900, com base em dados reais de uma piscina mantida sob nossos cuidados desde 2008.
Esse tipo de piscina, além de oferecer uma estética incomparavelmente mais atrativa, proporciona uma experiência única: a possibilidade de criar peixes que nadam junto com você, transformando o banho em um contato direto e harmonioso com a natureza.

0 Comentários